Acreditei desconhecer o amor, mas enganei-me, eu o conheço! Conheço nas lembranças, nos seus olhares, nas suas manias, nos seus defeitos. Conheço-o na sua voz, nos seus gestos, nos seus abraços. Conheço-o em você, e somente na amizade que há entre nós. Agora noto, não conheço o amor belo, o amor correspondido, o amor colorido! Só conheço o amor dolorido, o amor sozinho, o amor que me causa esta depressão. É um amor puro e doído que aqui habita. Um amor de vícios e doses não tão doces. Um amor de machucados e remédios. Um amor de crises e lágrimas. Um amor sofrido e não vivido. Sofrido porque amei errado, peguei um amor amigo, e o tornei um amor pra vida. E hoje sei que aqueles olhares, sorrisos, gestos, defeitos, manias, e que aquela pessoa, não são meus, nunca foram e nunca serão. E hoje sei que terei de te ver com outra, que será ela quem terá tudo isso. E eu? Eu terei esse amor, terei o meu amor. Terei os livros, o papel e a caneta, terei as doses embriagantes, as crises de tirar o fôlego, as lágrimas que caem todas as noites, e por fim terei o sufocamento em minhas próprias palavras e terei o afogamento em minhas próprias emoções.
Maju Marques, ariana há 20 outonos, amante de cafés, devoradora de livros, observadora de gatos, degustadora de sorvetes, apreciadora de boas companhias, tentativa de escritora, admiradora das estrelas e estudante de Direito. Está aqui para dividir um pedaço do seu mundo!
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