Traiçoeira Vida
10:08| Reprodução |
Quando criança ela costumava me dar dias felizes e ensolarados, “sorria criança, sorria e se divirta sem se preocupar com o preço que irei te cobrar”. E então quando a noite caía, ela batia em minha porta para cobrar pelos sorrisos e falsas felicidades que me dera, “vim receber o preço de teus belos sorrisos e de teus ruídos tão melodiosos e felizes, mas não se preocupe, não exigirei que me pague a vista, como entrada de meu pagamento, te deixo a agonia e ansiedade, elas são ótimas companhias para crianças sem amizades”. E com o passar das horas, estas cresciam e a vida tão esperta, ficava a espreita e quando a agonia e a ansiedade se tornavam grandiosas, quando eu menos esperava, pof… a vida me acertava em cheio dizendo, “está na hora de liquidar a sua conta, te deixo o medo e o sofrimento. Agora corra para o seu leito criança e sofra, chore a noite toda com medo daquilo que ama”, e assim partia me deixando sozinha.
Eu, em minha inocência ou ignorância, acreditei mais uma vez na vida que sempre me fora tão traiçoeira e agora sofro novamente, choro, grito e de nada adiantará, ninguém poderá me ajudar, assim como ninguém pode me ajudar naquelas noites doze anos atrás…
Escrito em: 18 de julho de 2014








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